CONSTELAÇÃO FAMILIAR

A Constelação Familiar foi criada pelo Terapeuta Alemão Bert Hellinger, Teólogo, Filósofo e Pedagogo. Nascido em 1925, de família católica,  aos 17 anos combateu com o exército nazista, aos 20 se tornou padre e trabalhou como diretor missionário em várias escolas na África do Sul. Posteriormente aprofundou seus estudos e tornou-se Psicanalista, estudou a fundo as Terapias Primais, Análises Transacionais e diversos métodos hipinoterapêuticos, a partir dai passou a descobrir os movimentos sistêmicos criando assim o trabalho com as Constelações Familiares.

O trabalho Sistêmico acontece a partir do pré-suposto que existem leis que regem todos os sistemas. O núcleo familiar representa um microcosmo onde nos desenvolvemos, a partir das marcas, crenças e informações genéticas que são transmitidas por nossos ancestrais o comportamento que aprendemos a desempenhar na família é espelhado em nossas relações no macrocosmo, assim as marcas tanto positivas quanto negativas serão de alguma forma experienciadas no mundo.

O pilar centrar deste trabalho esta fundamentado no que Bert denomina como “Ordens do Amor”, esta lei básica e inerente ao Ser diz que para o amor fluir livremente é preciso que antes exista uma ordem, fazemos muitas coisas por amor mas fora da ordem e isto gera fortes desarmonias que posteriormente serão cobradas com desequilíbrios emocionais ou físicos. As Ordens do Amor estão segmentadas em três leis básicas que são:

Lei do pertencimento: Todos tem direito a pertencer ao sistema de origem, quando alguém não é visto ou excluído, invariavelmente e em algum momento da história da família um ser nasce e passa a representar o parente esquecido, algumas vezes até reproduzindo padrões similares de comportamento destas pessoas, desta forma vivenciando crises emocionais, depressões e fragmentações de personalidade. Uma lacuna é aberta no inconsciente do grupo e todos colhem os frutos do desrespeito à Lei até que os excluídos sejam de alguma forma visto e reintegrados.

Lei das Precedências ou Hierarquias: As hierarquias precisam ser respeitadas, quem veio antes tem precedência por quem veio depois, isto se confirma no respeito que devemos aos idosos. Nossos pais tem precedência sobre nos, assim como os irmãos mais velhos tem precedência sobre os mais novos, todos tem o seu lugar, e cada lugar um papel a ser desempenhado, quando por algum motivo alguém se alvoroça a tomar o lugar de outrem um papel deixa de acontecer e mais uma vez uma lacuna precisará ser completada até que a ordem seja reestabelecida.

Lei do Dar e Receber: As relações precisam estar em equilíbrio, quando uma pessoa da mais do que o outro tem a capacidade de retribuir cria-se um desequilíbrio onde – muitas vezes inconscientemente – aquele que muito deu cobra o que muito recebeu e o que muito recebeu sente-se em dívida com o que muito deu, este é um dos casos mais comuns de divórcios e separações. O único tipo de relação onde esta disparidade não se equilibra vincula-se ao relacionamento de Pais e Filhos, os Filhos nunca poderão retribuir a vida que lhes foi transmitida pelos Pais, este mecanismo atua impulsionando os Filhos a tomarem a vida como um presente onde a retribuição aos Pais acontece quando estes à transmitem a gerações futuras ou simplesmente honrando esta vida sendo felizes, realizados e transbordando sua gratidão e amor ao mundo.

Estes são os pilares que sustentam o trabalho com as Constelações Familiares, todo o processo terapêutico visa identificar e realinhar as infrações que possam existir dentro das leis citadas acima. O mecanismo  ordenador destes fundamentos foi denominado por Bert como Consciência Arcaica, esta consciência é livre de julgamento e atua no intuito de manter a sobrevivência do grupo, portanto, quando existe uma infração – mesmo que esta ocorra a partir do amor – automaticamente todo o sistema passa a trabalhar no intuito de reorganizar os desrespeitos vivenciados no histórico familiar, sendo assim um trauma vivenciado por um bisavô perpetuará para as próximas gerações caso este não seja integrado, solucionado, resolvido e ordenado, o fluxo do amor então é interrompido até que alguém possa olhar para o passado honrando as histórias daqueles que já se foram, os mortos deixaram suas marcas e por intermédio do que foi vivido por eles tivemos a chance de nascermos no núcleo familiar perfeito e com todas as potencialidades necessárias para nossa evolução.

Como funciona a dinâmica de grupo?

Um grupo é formado no intuito de resolver a questão de um ou mais clientes. O trabalho terapêutico é feito com a colocação de pessoas que representarão o sistema original do Constelado como “estatuas vivas” (também é possível realizar os mesmos processos em atendimentos individuais com bonecos, sapatos ou objetos). Isto acontece a partir de um movimento fenomenológico que explica-se pela apresentação de dados absolutos trazidos à consciência por pura intuição e com o propósito de descobrir as estruturas essenciais dos caminhos que levaram às desordens dentro do núcleo primal. Bert explica isto como os movimentos da alma que, a meu ver, de alguma forma possuem os registros destas leis superiores, desta forma ordenamos no presente conflitos vivenciados no passado.

Daniela Carcavilla

Psicóloga, com Especialização em Grupos (SBDG) e Orientação à Queixa Escolar (LIEPPEI/IPUSP). Trabalha com Crianças, Jovens e Adultos; Escolha Profissional/Projeto de Vida e Constelação Sistêmica Familiar.

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Felipe Frezza

Terapeuta Integrativo, Astrólogo, Constelador Familiar, Constelador Astrológico e Thetahealer.

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